A liquidação extrajudicial do Banco Master, instituição envolvida na chamada “Farra do INSS”, decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, acendeu um alerta entre servidores públicos de Ilhéus que possuem empréstimos consignados vinculados ao Credcesta. Mesmo após a interrupção das operações do banco e a transferência da administração para um liquidante designado, os trabalhadores afirmam que os descontos continuam sendo realizados na folha municipal, o que tem gerado insegurança financeira e questionamentos jurídicos ⚠️.
Servidores vinculados a diferentes secretarias relataram ainda a ocorrência de descontos em duplicidade nos últimos meses, sem explicações claras sobre origem, contrato ativo ou identificação do credor atual. Esses relatos dialogam com denúncias registradas em outras cidades do país, onde trabalhadores afirmam não ter acesso a informações sobre saldos devedores, contratos digitalizados ou canais formais de atendimento. O cenário reforça debates sobre transparência contratual, responsabilidade das instituições financeiras e proteção do consumidor no contexto dos consignados pós-liquidação.
De acordo com o setor de Recursos Humanos da Prefeitura de Ilhéus, os descontos permanecem em vigor devido ao contrato vigente com o Credcesta, o que obriga o município a manter os lançamentos em folha enquanto o convênio estiver ativo. A gestão municipal afirma que a interrupção administrativa não pode ocorrer de forma unilateral, mesmo diante da mudança de regime operacional do Banco Master, o que evidencia um conflito entre a formalidade contratual e as preocupações dos servidores sobre segurança jurídica e continuidade da relação financeira 🧾.
Diante do cenário, a administração orientou os servidores que se consideram lesados a buscar orientação jurídica junto ao PROCON e à Defensoria Pública, avaliando a possibilidade de medidas individuais ou coletivas para suspensão preventiva dos descontos. A situação expõe um debate mais amplo: como garantir direito à informação, rastreabilidade dos contratos e proteção do consumidor em casos de liquidação extrajudicial? Para além do impacto financeiro imediato, o episódio reforça a necessidade de maior transparência nas operações de crédito consignado e revisão de práticas que afetam diretamente o orçamento de trabalhadores do setor público 💬.







