A reta final da corrida presidencial de 2026 começa a intensificar a disputa pelo chamado voto útil. Nas redes sociais, há relatos de apoiadores que anteriormente declaravam voto em Augusto Cury (Avante) passando a defender o nome de Flávio Bolsonaro (PL), em um movimento associado à tentativa do senador de concentrar votos de candidaturas da direita ainda no primeiro turno. O cenário ganhou força depois de Flávio pedir publicamente que eleitores que não o têm como primeira opção considerem votar nele para tentar encerrar a disputa já nesta etapa.
A estratégia, porém, encontrou resistência entre adversários do mesmo campo político. Segundo relatos publicados pela imprensa, Cury, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) passaram a contestar a lógica do voto útil e intensificaram críticas a Flávio.
O debate ocorre em um momento de maior concentração das intenções de voto: na pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula apareceu com 37%, Flávio com 33%, Cury com 6%, Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Zema com 1%. O levantamento também apontou que 79% dos entrevistados consideravam sua escolha definitiva, enquanto 21% admitiam possibilidade de mudança.
O movimento mostra como as pesquisas podem ganhar peso estratégico na reta final, especialmente entre candidatos que disputam o mesmo eleitorado. Ao mesmo tempo, os números não permitem afirmar que todos os eleitores de Cury estejam migrando para Flávio: a pesquisa registra intenções de voto, e não uma identificação individual de quem mudou de candidato. 🗳️
O avanço do voto útil, portanto, deve seguir como um dos principais temas do debate até o primeiro turno.
E você, acha que o voto útil pode alterar significativamente a disputa até o primeiro turno? Comente, compartilhe e participe do debate.





