Levantamento reúne informações sobre a presença do mosquito e apoia o planejamento da vigilância em saúde
O terceiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 registrou índice de 5,7% em Ilhéus, resultado que, segundo os parâmetros do Ministério da Saúde, classifica o município em situação de risco. Os dados orientam o planejamento das ações de vigilância e controle do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), reforça a importância da participação da população nesse trabalho.
De acordo com Roberto Almeida, coordenador de campo de combate às endemias, o índice considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde é inferior a 1%. Entre 1% e 3,9%, a classificação é de alerta, enquanto índices a partir de 4% indicam situação de risco. O primeiro LIRAa do ano apontou 9,1%, e o segundo, 5,6%.
Cerca de 70% dos criadouros estão nos quintais, em locais como tanques, tonéis e caixas d’água. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água e permitir a entrada dos agentes, que atuam identificados com uniforme e crachá. A população também pode comunicar focos em imóveis abandonados ou fechados, especialmente piscinas com água parada, pelo telefone (73) 3234-2040, sem precisar se identificar.
Entre as estratégias adotadas estão as ovitrampas, armadilhas que monitoram a presença do Aedes aegypti por meio da coleta de ovos. Instaladas nos bairros Teotônio Vilela, Iguape, Nossa Senhora da Vitória e Nelson Costa, elas já permitiram coletar 15.704 ovos. A estratégia será ampliada para o bairro Basílio.
Com a aproximação do verão, o monitoramento dos índices e as ações de controle seguem para identificar áreas com maior presença do mosquito e direcionar o trabalho de prevenção das arboviroses.
Por ASCOM SESAU





