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Fisioterapia do Materno-Infantil transforma a reabilitação pediátrica ao unir técnicas e contato com a natureza

O som rítmico dos monitores cardíacos compõe a trilha sonora habitual para os pequenos Eloá, de 1 ano e 10 meses, Noah, de dois meses, e Anthony, de cinco meses, que se recuperam de quadros de bronquiolite. Os três estão em fase final de tratamento na UTI Pediátrica do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, unidade do Governo da Bahia administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Já superaram a fase crítica, com dependência de ventilação mecânica, e estão prestes a receber alta.

Hoje, o que os une é o “desmame” bem-sucedido e a oportunidade de voltar a respirar o ar da natureza, ainda que dentro do ambiente hospitalar. O trabalho humanizado promovido pela equipe de Fisioterapia do HMIJS vai muito além de proporcionar esse contato com a área verde da instituição. Mães e pais acompanhantes também são beneficiados, iniciando o que a equipe define como uma “intervenção precoce” antes da alta hospitalar.

“O objetivo central é aproveitar a capacidade de adaptação do corpo e do sistema nervoso para minimizar sequelas e acelerar a recuperação da criança”, explica a fisioterapeuta Laura Nascimento. No contexto pediátrico hospitalar, essa abordagem representa um divisor de águas entre uma internação prolongada e uma alta segura, completa a especialista.

Laura destaca ainda que essa mudança de ambiente, por alguns minutos, para um local aberto, deve ocorrer apenas na reta final do tratamento, com os pequenos mantendo a saturação de oxigênio estável e respirando o ar ambiente sem esforço aparente. Para os pais, a iniciativa também traz benefícios, pois representa uma oportunidade de sair do ambiente de tensão, no qual permanecem por longos períodos ao lado dos filhos.

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Serviço humanizado

“A humanização é um componente clínico. Quando o ambiente hospitalar deixa de ser frio e mecânico, o paciente experimenta menos estresse, o acompanhante se sente mais respeitado, e esse acolhimento potencializa a percepção de melhora”, destaca a diretora-geral do HMIJS, Renata Lordêlo.

A equipe de Fisioterapia do HMIJS também atende, semanalmente, no ambulatório, bebês que nasceram prematuramente na unidade. Bryan, que nasceu com 34 semanas, está na segunda sessão, e a mãe, Christe Hellen, já percebe evolução em sua coordenação motora. “Ter a oportunidade de contar com esse serviço aqui é muito importante, porque, com a ajuda de um profissional, a missão se torna bem mais fácil”, destaca. O mesmo sentimento é compartilhado por Antônio Oliveira, pai dos gêmeos Anthony e Ariel, também atendidos no ambulatório.

Referência

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio é a primeira maternidade 100% SUS da região sul do estado. Possui 105 leitos destinados à obstetrícia, partos normais e de alto risco, pediatria clínica, UTIs pediátrica e neonatal, além de ambulatório. A unidade já ultrapassou a marca de 13 mil bebês nascidos.

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