O grupo político dos candidatos ao Senado Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, recebia cerca de R$ 3 milhões por mês do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A afirmação foi do próprio empresário, revelada em colaboração premiada e publicada pelo UOL nesta sexta-feira (25).
A notícia desmonta, mais uma vez, a fakenews emplacada pelo clã na tentativa de relacionar o nome de Valderico Júnior ao contrato com o Credcesta, instituição usada pelos próprios petistas e que foi uma das fontes de “lucro ilegal” para o Banco Master, de acordo com a Polícia Federal.
Segundo o UOL, Vorcaro relatou duas modalidades principais de supostos pagamentos. Aproximadamente R$ 2 milhões mensais teriam sido repassados por meio da relação contratual entre o Banco Master e a PKL One, empresa que explorava o Credcesta. Outra parte, R$ 1 milhão por mês, segundo o relato do ex-banqueiro, teriam sido pagos em dinheiro vivo.
Vorcaro também mencionou outras supostas formas de repasse, como distribuição de lucros e dividendos e contratos que classificou como fictícios. De acordo com a reportagem, ele afirmou que Wagner teria participação oculta na operação do Credcesta por intermédio da PKL One.
A Polícia Federal apura suspeitas relacionadas ao processo de privatização e à aquisição da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal responsável pela Cesta do Povo e que detinha a operação do cartão Crescesta. Na época, Jaques Wagner ocupava cargo de secretário no governo de Rui Costa.
De acordo com a proposta de colaboração obtida pelo UOL, Vorcaro afirmou que o acordo remontaria a 2018, quando o Master adquiriu participação na empresa responsável pela gestão do Credcesta.





