A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) firmou um importante Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e a Universidade Federal de Catalão (UFCAT). O objetivo desta colaboração é fomentar a pesquisa, a inovação e a transferência de tecnologias no cultivo de cacau, especialmente no bioma Cerrado, que está emergindo como uma nova fronteira agrícola para o cultivo do cacaueiro (Theobroma cacao L.). Este bioma, o segundo maior da América do Sul, enfrenta grandes desafios de preservação devido à conversão de grande parte de suas terras em áreas agrícolas. A parceria tem sido fundamental para a adaptação do cultivo de cacau em condições climáticas e ambientais adversas, próprias dessa região, com a busca por soluções que promovam a sustentabilidade e o reflorestamento.
Em 18 de dezembro, a Ceplac recebeu a terceira visita dos alunos de Biologia da UFOB, em Ilhéus (BA), dando continuidade às atividades de campo e pesquisa no local. Entre os avanços, destaca-se a defesa da dissertação de mestrado intitulada “Desafios do cultivo do cacaueiro no Oeste Baiano: adaptação de cultivares e influência da luz no desenvolvimento das plantas”, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UFOB. O estudo, realizado em Riachão das Neves-BA, explorou as condições ambientais e os desafios do cultivo de diferentes cultivares de cacaueiro, contribuindo para o aprimoramento das técnicas de manejo. Além disso, está em andamento uma pesquisa sobre o efeito alelopático das folhas de Myracrodruon urundeuva no crescimento do cacaueiro, explorando como compostos químicos naturais podem influenciar a germinação e o desenvolvimento das plantas.
Essa parceria oferece uma contribuição significativa para o avanço da cacaueicultura no Brasil, utilizando o conhecimento da Ceplac, aliado à expertise das universidades, para promover a transferência de tecnologias que atendam às necessidades dos cacauicultores. A formação de novos pesquisadores, capacitação de estudantes e o desenvolvimento de soluções práticas são elementos-chave para garantir que o setor seja mais sustentável e rentável. Ao fortalecer o cultivo do cacau no Cerrado, essa colaboração busca não apenas expandir a produção da commodity, mas também garantir a preservação ambiental e a manutenção da biodiversidade no bioma.
