A presença de Magno Lavigne no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, nesta segunda-feira (13), marca mais um capítulo decisivo na busca por justiça no caso do assassinato de Maria Bernadete Pacífico. Conhecida como Mãe Bernadete, a liderança quilombola e referência do candomblé baiano foi brutalmente morta em 2023, e o julgamento dos acusados reacende o debate sobre a segurança de defensores de direitos humanos no Brasil ⚖️.
No banco dos réus estão Arielson da Conceição Santos, apontado como executor e atualmente preso, e Marílio dos Santos, identificado como mandante e ainda foragido. Ambos respondem por homicídio qualificado e feminicídio, em um caso que chocou o país pela violência extrema: Mãe Bernadete foi assassinada com 25 tiros dentro de sua casa, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Mesmo sob ameaças, ela integrava um programa federal de proteção — o que levanta questionamentos sobre a efetividade dessas políticas públicas.
Desde as primeiras horas do dia, o entorno do fórum foi ocupado por movimentos sociais, organizações quilombolas e ativistas que exigem justiça e celeridade no processo. A mobilização evidencia que o crime não atinge apenas uma família, mas simboliza a vulnerabilidade histórica das comunidades tradicionais diante de conflitos por terra, identidade e direitos. Outros três denunciados pelo Ministério Público ainda aguardam definição de julgamento, ampliando a expectativa por respostas institucionais concretas.
Em meio à comoção, Magno Lavigne reforçou a cobrança por responsabilização efetiva e proteção às lideranças ameaçadas. Ao destacar a dor da família — já marcada pela perda anterior de Binho do Quilombo — e a situação de Jurandir Pacífico, que vive sob proteção, o político chamou atenção para a urgência de políticas mais eficazes. O caso de Mãe Bernadete se consolida, assim, como um símbolo da luta por justiça social, direitos quilombolas e respeito às tradições afro-brasileiras ✊🏾.







